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Teleologia
Tradicionalmente a teleologia examina o propósito, finalidade ou função na natureza.
Por exemplo, os olhos das mais variadas espécies, por diferentes que sejam, têm a mesma função e o mesmo propósito de permitir a visão aos organismos, como o propósito, finalidade ou função do coração é bombear o sangue.
E dado a função do coração, podemos então fornecer a seguinte explicação teleológica: “Temos o coração para que bombeie o sangue”. Explicamos a existência do coração através de algo que aparentemente surge depois, o seu propósito ou finalidade, isto é, o bombear do sangue.
Por um lado, esta linguagem é natural e extensivamente usada na biologia, mas, por outro lado, falar de propósitos e funções remete-nos para uma intenção e para o ser que a teve, o que já não é assim tão natural em ciência, que normalmente trabalha com relações causais. Quando referimos os artefactos humanos e dizemos que servem para isto ou para aquilo, por exemplo, que o propósito dos travões é para travar e da faca para cortar, sabemos que assim é porque alguém assim quis e fez, adequando os meios aos fins. Exactamente o mesmo parece acontecer na natureza quando contemplamos a complexidade orgânica dos organismos, como no caso do olho e do coração, apelando assim a uma intencionalidade criativa por detrás da origem dos seres vivos.
Mas talvez o maior problema para aqueles que viam a biologia como necessitando de uma estrutura teórica científica era tanto o facto de a teleologia parecer ser incompatível com a explicação mecanicista das ciências físicas como a preocupação relacionada de que o uso das noções de propósito e causa finais se não fossem naturalizadas poderiam causar problemas devido à inversão do sentido normal da causalidade e ao facto de que o objectivo final que supostamente é a causa, poder não ser atingido.
Como pode o bombear do sangue explicar causalmente algo que surge anteriormente, o coração?
Não implica isto ir para trás no tempo e causar algo? Por causa desta dificuldade muitos julgaram que as explicações teleológicas não tinham lugar na ciência. O que significaria que a biologia, por exemplo, teria algo por explicar dado que usa sistematicamente explicações teleológicas. Contudo, com o advento das teorias de Darwin, muito destas ansiedades se dissiparam.
O que justifica o uso do pensamento teleológico em biologia, é-nos dito, não é o facto de os organismos serem o fim de uma vontade criadora; afinal de contas, o darwinismo mostra como os organismos podem ser melhor explicados recorrendo à selecção natural. O que justifica é o facto de os organismos estarem adaptados às condições de vida em que se encontram. É porque os organismos exibem adaptações que parecem ter sido criados com o fim de existirem nas condições em que se encontram. Se os organismos não exibissem adaptações, então não dariam a aparência de terem sido criados, mas também não teriam sido seleccionados. Mas porque foram seleccionados pelo mecanismo que Darwin propôs segue-se que exibem adaptação e consequentemente parece que foram criados.
O modo teleológico usado em biologia não deve ser tomado de uma forma literal, que é de facto impedido pela explicação darwinismo, mas sim como uma metáfora que abre pontos de partida para a investigação do mundo orgânico – metodologicamente, o uso do pensamento teleológico é rico. O uso da teleologia é justificado pelo simples facto de haver adaptação.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Teleologia
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Miguel Amen
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Donald Davidson
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Davidson, Donald (1917-2003)
Filósofo Americano que na segunda metade do sec.XX teve um papel marcante na filosofia contemporânea. Apesar de ter trabalhado em áreas tão diversas como filosofia da mente e psicologia, ética, epistemologia, semântica e teorias da verdade, o seu legado filosófico é considerado particularmente sistemático e exibe um todo coerente raro. Foi especialmente influente na filosofia da mente e da acção.
Duas das teses que defendeu e que marcaram toda uma geração de filósofos são o anomalismo do mental, e a ideia de que uma explicação da acção que apele a crenças e desejos é uma forma de explicação causal.
O anomalismo do mental consiste essencialmente na tese de que o domínio do mental não é regido por leis estritas, leis sem excepções. Isto é, de que não há leis psicofísicas nem psicológicas estritas. Assim Davidson pensa que a psicologia não é uma ciência, seguindo o modelo da física (Davidson afirma que a psicologia é mais como a filosofia de que como a ciência), nem é redutível à física, pois a inexistência de leis psicofísicas impossibilita a existência de leis-ponte, vista por muitos filósofos como uma condição necessária para a redução do mental ao físico.
O argumento oferecido por Davidson para sustentar o anomalismo do mental é complicado e difícil, no entanto podemos dizer duas palavras para dar uma ideia do que se trata. Davidson pensa que a racionalidade e a normatividade são elementos constitutivos do mental. Isto é, são parte integrante da identidade do mental, não podendo haver estados mentais sem que os conceitos de racionalidade e normatividade se apliquem. A normatividade do mental implica certos princípios que nos dizem como as coisas devem ser. Como por exemplo, se o Pedro acredita que há ovnis e vida noutras galáxias, então deveria acreditar que há ovnis, e se o José tem boas razões para acreditar em ovnis então deveria (injunção racional) acreditar em ovnis. Contudo estes conceitos não são parte integrante da identidade do físico.
Podemos ver assim a razão do anomalismo do mental: Para Davidson, a existência de leis psicofísicas significaria um estreitamento demasiado forte do mental e do físico, correndo-se o risco de perderem a sua identidade fundamentalmente diferente; que a normatividade do mental se impusesse no mundo físico, ou que o físico levasse ao esbatimento da normatividade do mental.
Para Davidson as razões, i.e., crenças e desejos, são causas. Quando o Pedro bebe um copo de água, o seu desejo por água não só justifica e ilumina o seu comportamento como também causa a sua acção. De acordo com Davidson, a existência de uma relação causal entre razões e acções é a única forma de encontrar a razão que não só justifica a acção, mas também que a explica. Este problema é claro no caso de existirem mais do que uma razão que justifique uma acção mas em que apenas uma levou de facto à acção. Imaginemos que o Pedro para além de ter sede, precisa de tomar um comprimido. O facto de precisar de tomar o comprimido justificaria a acção de beber o copo de água. Assim ambas as razões justificam a acção, mas qual delas explica a acção? Isto é, qual delas leva de facto à acção? Davidson pensa que só há uma resposta satisfatória a esta pergunta, que só há um modo de explicar a acção e que para tal é preciso recorrer à ideia de causalidade. A acção é explicada pela razão que a causou, neste caso, o desejo por água.
Estas ideias são defendidas nos artigos seminais “Mental Events” (1970) e “Actions, Reasons, and Causes”(1963) ambos no livro “Essays on Actions and Events” (Oxford: Clarendon Press, 2001)Ver, ACÇÂO, FILOSOFIA DA ACÇÂO, INTENÇÂO
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Quarto Chinês
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Quarto Chinês (o Argumento do)
O argumento do quarto chinês, avançado por John Searle em 1980 num artigo intitulado “Minds, Brains and Programs”, pretende mostrar que a implementação de um programa de computador não é por si só suficiente para a instanciação, por parte dos computadores, de estados mentais genuínos. Searle ataca assim uma tese que considera central no projecto de investigação que denomina de Inteligência Artificial forte: Que um computador adequadamente programado tem estados cognitivos genuínos. Para refutar esta tese, Searle elabora uma experiência mental com o objectivo de mostrar um computador adequadamente programado a executar o seu programa (a implementar o seu programa) e no entanto não há qualquer cognição relevante.
Imagine-se que existe um programa para falar chinês que o faça tão bem como qualquer falante nativo de chinês e portanto indistinguível destes nesta habilidade (Que passasse então o Teste de Turing para falar chinês). Imagine-se, que um de nós que não saiba falar chinês esta fechado num quarto, onde há caixas com símbolos chineses, um grande livro em português, onde está escrito o programa de computador para falar chinês, e uma entrada no quarto, para os inputs e outputs. Nós, fechados no quarto, estamos a executar o programa de computador; de vez em quando são introduzidos no quarto uma série de símbolos, as perguntas feitas pelos falantes de chinês fora do quarto. Ao recebe-las consultamos o grande livro, o programa, e pegando em outros tantos símbolos, fazemos as respostas chegar lá fora. Para as pessoas fora do quarto, como estamos a implementar o fantástico programa que fala chinês, somos de facto indistinguíveis de um falante nativo, mas nós dentro do quarto não entendemos uma palavra de chinês, e segundo Searle, mesmo de pois de correr o programa, continuamos sem perceber uma palavra. Mas, pergunta-se Searle, se nós dentro do quarto não temos qualquer compreensão de chinês, como pode um computador a implementar o mesmo programa compreender chinês? Afinal não há nada que o computador tenha que eu não tenha; é mais do mesmo, mas mais rápido.
Nas últimas três décadas este foi talvez o argumento filosófico mais debatidos nas ciências cognitivas, visto pôr em causa a teoria computacional da mente e o projecto da inteligência artificial forte.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Teste de Turing
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O teste de Turing, também conhecido por “jogo de imitação”, foi proposto por Alan Turing como um modo concreto de ajuizar se os computadores são inteligentes ou se podem pensar. O teste consiste no seguinte: Um humano, o interrogador, faz perguntas a outro humano e a um computador, sem saber qual é qual (as perguntas são feitas sem os ver, por email ou chat, por exemplo) e tenta com base nas respostas saber qual é o computador e qual é o humano. Se o computador conseguir “enganar” o interrogador, ao fim de um certo número de perguntas e respostas, i.e., se tiver uma conversa com o interrogador que o tornasse indistinguível do humano, então passa o teste.
Para Turing, um computador que passasse o teste um número de vezes e com uma boa taxa de sucesso, não seria uma mera simulação, mas sim seria genuinamente inteligente e teria uma mente. Quando propôs o teste, em 1950, Turing avançou a ideia de que não faltaria muito até que os computadores começassem a ter bons resultados no teste. Até hoje nenhum computador passou de um modo claro o teste de Turing.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Tipo/Espécime
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Um espécime é um exemplo de um certo tipo. Assim “Gato, Gato, Cão” contém dois tipos e três espécimes de palavras; dois espécimes do tipo Gato e um do tipo Cão. Assim como na terra há vários biliões de espécimes (as várias pessoas individuais), do mesmo tipo, humano.
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Epifenómeno
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Em filosofia da ciência/mente/psicologia, um epifenómeno é algo que não tem poderes causais no que respeita um dado processo, sendo muitas vezes apenas um subproduto do mesmo. Assim o fumo que vemos e o ruído que ouvimos de um comboio em movimento são causados pelo motor do comboio mas não causam eles o movimento do comboio. Se as propriedades mentais forem epifenomenais, então não podem causar as nossas acções.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Aleatoriedade
Vou aqui deixar a primeira versão das entradas que estou a escrever para o Dicionário escolar de filosofia de Aires Almeida.
A aleatoriedade de um processo ou sistema refere-se à incapacidade de prever o desenvolvimento no tempo desse processo.
Suponha-se que imediatamente a lançarmos um par de dados, paramos o tempo. Será que podemos dizer que números vão sair? Admita-se que o mundo é determinista. Se não soubermos as leis da natureza ou houver imprecisão no nosso conhecimento das condições iniciais tudo pode acontecer segunda a nossa perspectiva. Haverá uma aleatoriedade subjectiva, pois depende do nosso desconhecimento das coisas, apesar de haver previsibilidade em princípio.
A descoberta de sistemas deterministas mas caóticos impõe dificuldades acrescidas à nossa capacidade de prever, aumentando a aleatoriedade subjectiva.
Contudo se o indeterminismo for verdadeiro e relevante ao nível macroscópico dos dados, então mesmo com o conhecimento exacto das leis da natureza e das condições iniciais não poderemos saber o que vai suceder. Neste caso não poderíamos dizer com antecedência que números iriam obter pois a aleatoriedade objectiva não permitiria. A interpretação ortodoxa da mecânica quântica oferece esta interpretação.
Miguel Amen
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Uma fonte inesgotável de Inquietação Filosófica
Publiquei ontem aqui
Wilfrid Sellars no artigo “PHILOSOPHY AND THE SCIENTIFIC IMAGE OF MAN” descreveu a filosofia como a tentativa de conciliar duas imagens do mundo; a imagem manifesta e a imagem científica. A imagem manifesta apresenta o homem como um agente, a intervir no mundo para satisfazer os seus desejos e vontade.
A imagem científica apresenta o homem como um sistema complexo físico-químico, sujeito a leis naturais.
Nos pontos de encontro deste conflito, zonas sísmicas como a consciência, a acção, o livre-arbítrio, surge, para mim, a inquietação filosófica e os problemas que mais me importam. Julgo que esta discrição de Sellars da origem dos problemas filosóficos é muito comum para filósofos na área da filosofia da mente, e é patente de um modo muito claro na obra do filósofo John Searle. Recentemente Frank Jackson descreve algo semelhante como origem dos problemas filosóficos que o interessam: como conciliar o que pensamos que sabemos sobre nós mesmos, com o que a ciência nos diz e vai descobrindo sobre nós.
O projecto de conciliar estas imagens é explícito no projecto filosófico de Donald Davidson, em particular quando julga o anomalismo do mental como uma condição necessária para a liberdade da acção. Temos assim um exemplo concreto deste conflito em acção e uma concepção do mental desenvolvida com o propósito de conciliar estas duas imagens, tentado no entanto respeitar as intuições por detrás das mesmas. No fim do artigo “acontecimentos mentais” podemos ler o seguinte,
“ Explicamos as acções livres de um homem, por exemplo, apelando aos seus desejos, hábitos, conhecimento, percepções. Tais explicações do comportamento intencional funcionam num enquadramento conceptual afastado do alcance directo da lei física descrevendo causa e efeito, razão e acção, como aspectos de uma representação do agente humano. O anomalismo do mental é assim uma condição necessária para ver a acção como autónoma.”
A ideia de Davidson parece ser esta: Não há leis psicofísicas nem psicológicas estritas, logo não podemos de forma rigorosa prever o comportamento humano, porquanto o baseemos no conhecimento da psicologia destes. Por mais que saibamos, ao íntimo detalhe, da psicologia de um indivíduo, jamais poderemos com precisão saber as suas próximas decisões ou escolhas, os seus desejos próximos ou como vai governar a sua vida.
Compare-se isto com o que diz Daniel M. Wegner sobre a psicologia“Uma equipe de psicólogos poderia estudar os pensamentos, emoções e motivos por ti relatados, o teu material genético e a tua história educacional, experiência e desenvolvimento, a tua situação social e cultural, as tuas memórias e tempos de reacção, a tua fisiologia e neuroanatomia, assim como muitas outras coisas. Se eles, de alguma forma, tivessem acesso a toda informação de que precisassem, a suposição da psicologia é a de que poderiam desnudar os mecanismos que dão origem a todo o teu comportamento e assim, poderiam decerto explicar porque pegaste neste livro neste momento”
O conflito é claro. Se o que a psicologia científica nos diz é verdade então muito do que pensávamos que sabíamos sobre nós não pode ser verdade. Pode parecer que escolhemos as nossas acções livremente, autonomamente, mas se calhar, dado o que diz Wegner, isto é uma ilusão.
Davidson nega tudo isto. Nega a existência de tais leis, e por conseguinte a possibilidade de uma psicologia científica. Por mais que se saiba da psicologia do homem, dado a inexistência de leis estritas que regem o comportamento humano, não é possível ir mais além do que o avançar de generalizações mais ou menos precisas acerca do comportamento humano.
Mas note-se que estas generalizações não parecem ameaçar a liberdade humana, pelo contrário, estas parecem ser o tipo de generalizações que compactam muito do nosso conhecimento psicológico, de nós e dos outros. Por exemplo, achamos que se alguém até hoje é de confiança, honesto, atencioso para com os outros, responsável, sem ponta de violência, não iria por 10000 euros torturar uma criança. Afinal isto é o que representa em parte conhecer o carácter de alguém, e tal não é de todo uma ameaça à liberdade humana, pelo contrário. Mas também sabemos que por vezes surpresas acontecem, o que dá sal à vida em sociedade.
Davidson parece pensar que dado que não há leis que subsumam os estados psicológicos humanos, não é o caso que dadas certas crenças X e certos desejos Y, acção Z seja inevitável, e que isto seria suficiente para a autonomia da acção humano, autónoma em relação à força cega da leis estritas que regem o mundo físico. O nosso ritmo não é, assim, o mesmo que faz dançar os planetas. Davidson como uma espécie de anti-Newton.
Mas agora olhemos para a imagem científica e que para Davidson todo o acontecimento mental é idêntico a algum acontecimento físico, e assim é possível, a cada instante, captar fisicamente, todos os acontecimentos que constituem esse instante. Mas isto significa que todos estes acontecimentos, fisicamente descritos, são regidos por leis estritas. E assim, ao contrário do que Davidson nos diz, é possível prever em forma de lei e estritamente o estado futuro do mundo e dos corpos nele.
Dado isto a autonomia que queríamos preservar parece resumir-se a isto: enquanto usamos o idioma intencional, enquanto nos baseamos nas razões dos agentes para prever e calcular os seus movimentos futuros, enquanto, portanto nos mantemos no discurso da imagem manifesta, não conseguimos mais do que oferecer generalizações, mais ou menos vagas. Contudo dado que cada acontecimento mental é idêntico a um acontecimento físico, é possível saber estritamente o estado futuro das coisas. Parece que a autonomia reside na dissonância entre a incapacidade de prever baseado no intencional, em relação à exactidão nomológico do físico. Mas o problema para Davidson é que não deixa de ser verdade que tudo que nos sucede de acordo com esta teoria é assim regido pela lei física.
Davidson parece assim explicar não a autonomia humana, mas a ilusão da mesma. Mas se acreditamos e levamos a sério a imagem manifesta e a necessidade da conciliação, a inquietação mantém-se e a busca continua.
Miguel Amen
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Miguel Amen
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